Evento mostrou como a tecnologia vem ganhando espaço em atividades que vão da organização e análise de informações e automação de tarefas à busca por maior eficiência na tomada de decisões
Como a tecnologia já está transformando a rotina de escritórios e departamentos jurídicos? Essa foi uma das principais discussões do Projuris Summit 2026, evento realizado pelo Projuris, Deep Legal e Oystr, soluções que fazem parte da Starian Inteligência Legal. Em sua quinta edição, o evento reuniu profissionais do mercado jurídico, clientes, especialistas e empresas de tecnologia para compartilhar experiências práticas, discutir os impactos da Inteligência Artificial (IA) e refletir sobre os próximos passos da transformação do setor.
Ao longo da programação, representantes de escritórios e departamentos jurídicos apresentaram casos práticos e compartilharam os resultados obtidos a partir da adoção de tecnologias voltadas à inteligência e à gestão jurídica.
Os relatos evidenciaram como a inovação vem ganhando espaço em atividades que vão da organização e análise de informações e automação de tarefas à busca por maior eficiência na tomada de decisões.
Além dos representantes do Projuris e dos cases apresentados, empresas e especialistas do mercado jurídico também participaram da programação, trazendo diferentes perspectivas sobre a evolução tecnológica do setor e os impactos de recursos como IA, automação e análise de dados na atuação dos profissionais do Direito.
Cases de aplicação de tecnologia
Entre os destaques da programação estiveram apresentações de empresas como Grupo Savegnago, ERB Incorporadora, Meirelles Ramos Advocacia, Unimed Fortaleza, DEBEM Advocacia, APSV Advogados, BMTax, Copel, Grupo SADA e Hapvida, que compartilharam diferentes experiências de adoção de tecnologia em suas operações.
Os cases mostraram que a transformação digital do jurídico acontece de diferentes formas: da automação de tarefas e integração de ferramentas à utilização de dados para gerar inteligência e apoiar decisões mais estratégicas.
No Grupo Savegnago, por exemplo, a tecnologia foi apresentada como parte de uma transformação que envolve não apenas ferramentas, mas também processos e pessoas.
“O nosso projeto mostrou que grandes resultados não dependem apenas de novas ferramentas, mas de melhor aproveitamento do que já temos, aliado a processos bem definidos e colaboração verdadeira. Hoje, o jurídico do Grupo Savegnago é mais eficiente, mais confiável e mais estratégico. E essa é a mensagem que queremos deixar: tecnologia, processos, pessoas e dados podem – e devem – trabalhar juntos para transformar o jurídico em agente de governança e eficiência”, ressalta Louise Paiva, Coordenadora Jurídica do Grupo Savegnano.
Diferentes perspectivas sobre o futuro
Além dos cases de clientes, a programação também trouxe discussões sobre o futuro da tecnologia aplicada ao Direito.
Entre os convidados esteve André Marsiglia, que discutiu as tensões entre Inteligência Artificial e ser humano. A programação também contou com Daniela Panteliades, Diretora de Produto do Jusbrasil, que abordou os próximos passos da transformação tecnológica no setor.
Para Fernando Ribeiro, Diretor de Produto do Projuris, a evolução da tecnologia no Direito passa pela integração entre diferentes recursos e pela aplicação prática da IA à rotina jurídica.
Durante o evento, foram demonstrados exemplos de como Agentes de IA podem apoiar atividades como análise de documentos, busca e organização de informações, geração de respostas e apoio a tarefas recorrentes, ampliando as possibilidades de uso da tecnologia no dia a dia das equipes jurídicas.
“O próximo passo é construir um jurídico cada vez mais conectado, em que IA, dados, automação e gestão trabalhem de forma integrada. A tecnologia precisa estar cada vez mais próxima dos processos e das decisões do dia a dia, gerando inteligência para que as equipes possam atuar de forma mais estratégica”, assinala Ribeiro.
Conexões dentro do ecossistema jurídico
A presença de diferentes empresas e profissionais reforçou uma das propostas centrais do Summit: criar um espaço de conexão entre os participantes.
Para Marcos Costa, Head Comercial da D4Sign, participar de iniciativas como essa é um momento para fortalecer as interações entre diferentes empresas e profissionais que atuam na transformação do mercado jurídico.
“Ao longo das discussões do Projuris Summit 2026, ficou claro que a IA já deixou de ser uma perspectiva para o futuro e passou a fazer parte da transformação que o mercado jurídico vive hoje. O desafio, agora, é incorporar essas tecnologias de forma estratégica, não apenas para ganhar produtividade, mas para tornar os processos mais eficientes e melhorar a experiência dos profissionais e clientes. Para a D4Sign, estar próxima desse debate é fundamental para entender as novas demandas do mercado e seguir evoluindo nossas soluções a partir das necessidades reais dos clientes”, comenta.
Ao completar cinco edições, o Projuris Summit reforça seu papel como espaço de discussão sobre os desafios e oportunidades da transformação tecnológica no Direito. A partir de experiências concretas de clientes, especialistas e parceiros, o evento mostrou que a tecnologia já faz parte da realidade de escritórios e departamentos jurídicos e vem ganhando novas aplicações na rotina dessas equipes.
“A cada edição, reforçamos nossa convicção de que as melhores discussões surgem quando reunimos diferentes perspectivas. Clientes, parceiros, patrocinadores e especialistas vivem realidades distintas, mas compartilham muitos dos mesmos desafios. Criar esse espaço de conexão é também uma forma de ajudar a construir, coletivamente, os próximos capítulos da inovação no Direito”, conclui Sidney Falcão, Diretor Executivo do Projuris.
