TOTVS juriTIs acelera desenvolvimento de IA sob medida para o mercado jurídico brasileiro

Carlos Manino, Diretor de Soluções e Negócios da TOTVS juriTIs 

Com base em pesquisas que apontam adoção massiva de Inteligência Artificial por 87,4% dos advogados, companhia destaca a importância de ferramentas focadas em governança e conformidade, adaptadas às especificidades do sistema jurídico nacional

A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se como realidade operacional no setor jurídico brasileiro e, para apoiar os profissionais nessa transição, a TOTVS juriTIs vem acelerando o desenvolvimento de soluções voltadas para produtividade e governança. O cenário de rápida transformação é chancelado por um levantamento da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), realizado com mais de 1.100 profissionais, revelando que 87,4% dos advogados brasileiros já utilizam AI no trabalho.

Diante desse panorama, a TOTVS juriTIs destaca que o grande desafio do mercado não é mais a adesão à tecnologia, mas sim como usar a IA para ganhar produtividade sem comprometer as competências que definem a profissão?

Pela mesma pesquisa da AASP, 84,3% dos profissionais relatam ganho de produtividade com a ferramenta, especialmente em pesquisa jurídica, elaboração de peças, organização de informações e análise de jurisprudência. A projeção para os próximos anos é ainda mais expressiva: 95,6% dos advogados acreditam que a IA transformará profundamente a profissão na próxima década.

Para Carlos Manino, Diretor de Soluções e Negócios da TOTVS juriTIs, os números refletem uma mudança estrutural que exige atenção à forma como a tecnologia está sendo incorporada. “A IA veio para ficar. Isso já está dado. O que ainda está em construção é a forma como os profissionais vão se relacionar com ela”, afirma.

Agregação de valor com uso de tecnologia

Para Manino, o caminho não é recuar na adoção da tecnologia, mas definir com clareza onde ela agrega valor. Automação de cadastros, captura de prazos, geração de relatórios financeiros, organização de documentos e análise de grandes volumes de dados são, segundo o executivo, áreas em que a IA contribui sem comprometer o trabalho jurídico — desde que o profissional permaneça no controle do processo.

É com esse foco que a TOTVS juritis, segundo ela, desenvolve suas tecnologias. Na prática, a plataforma Sisjuri já aplica esse modelo: ferramentas de leitura automática de petições iniciais preenchem dados processuais no sistema; assistentes em linguagem natural respondem a consultas sobre faturamento e andamento de casos; e o controle de horas trabalhadas é sugerido automaticamente com base no uso de dispositivos — com governança de dados e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A solução atende mais de 54 mil usuários diários, incluindo os 10 escritórios de advocacia mais admirados do Brasil, segundo o anuário Análise Advocacia 500, e mais de 200 departamentos jurídicos corporativos.

No campo regulatório, a OAB avança na elaboração de diretrizes éticas para o uso de IA por advogados, com ênfase na responsabilidade do profissional sobre os conteúdos produzidos e na necessidade de verificação humana do que é gerado automaticamente.

Governança e supervisão humana 

“O setor jurídico lida com dados sensíveis, prazos críticos e decisões de alto impacto. Quando a IA é implementada com governança e supervisão humana, ela amplia a capacidade do profissional. Quando não é, ela cria um risco que o cliente paga”, salienta Manino.

O Brasil tem mais de 1,3 milhão de advogados registrados na OAB — a segunda maior advocacia do mundo. O fato de que 90,3% dos profissionais ouvidos pela AASP preferem soluções desenvolvidas especialmente para o Direito brasileiro aponta uma demanda por ferramentas adaptadas às especificidades do sistema jurídico nacional: legislação local, tribunais eletrônicos, prazos processuais e exigências regulatórias próprias.

Para Manino, o dado sintetiza o momento que o setor atravessa: a real corrida é por tecnologia que compreenda o Direito. “A IA, quando bem implementada, não substitui o advogado. Ela o libera para o que nenhuma máquina faz: pensar, argumentar e responder pelo trabalho”, conclui.

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