Profissionalização da controladoria jurídica é estratégica para escritórios de advocacia crescerem

Giovanna Soares, CEO da ÉOS BPO Controladoria Jurídica

Muitos escritórios ainda não contam com uma estrutura profissionalizada, havendo uma lacuna enorme na formação técnica voltada à controladoria jurídica. Falta mão de obra preparada e, em muitos casos, os próprios escritórios ainda não estruturaram esse setor como deveriam.

Com o crescimento da demanda por eficiência e organização nos escritórios de advocacia, uma área técnico-administrativa essencial tem ganhado destaque: a controladoria jurídica.

Segundo levantamento da Análise Editorial (2023), apenas 38% dos grandes escritórios possuem equipe de controladoria jurídica formalizada, enquanto entre os pequenos esse índice é ainda pior, inferior a 15%. A adoção do modelo de Business Process Outsourcing (BPO) tem sido uma alternativa crescente, permitindo a terceirização da controladoria com ganhos de padronização, controle de riscos e acesso a dados estratégicos.

No entanto, apesar de sua importância, muitos escritórios ainda não contam com uma estrutura profissionalizada para cuidar desse setor. “Há uma lacuna enorme na formação técnica voltada à controladoria jurídica. Falta mão de obra preparada e, em muitos casos, os próprios escritórios ainda não estruturaram esse setor como deveriam”, explica Valdemiro Kreusch, CVO do Grupo ÉOS.

A controladoria jurídica, segundo o executivo, cuida de todas as etapas administrativas relacionadas a um processo, sem atuar diretamente no conteúdo jurídico. Isso inclui, por exemplo, o protocolo de petições, a emissão de guias de custas, o controle de prazos e a atualização de agendas dos advogados, dentre outras atividades, além da realizar a análise de dados da carteira, que geram informações fundamentais para a tomada de decisão do advogado.

Trabalho silencioso e vital

“O advogado estuda, pesquisa, redige a petição, faz audiências e sustentações orais, mas todo o restante — como emitir e pagar a guia, protocolar no Judiciário, acompanhar o despacho do juiz e lançar os prazos — é responsabilidade da controladoria. Trata-se de um trabalho silencioso, mas vital para que o processo tenha andamento sem riscos”, detalha Kreusch.

A falta de atenção a essas rotinas pode gerar prejuízos graves, como perda de prazos e atrasos processuais que, em última análise, representam perdas para todos os envolvidos. Tendo em vista este cenário de escassez de mão de obra qualificada e uma disputa por profissionais, a solução mais inteligente, garante o CVO, é contratar um BPO de Controladoria Jurídica, que atua de forma terceirizada para escritórios de advocacia em todo o Brasil.

“Além do controle de prazos, a terceirização da controladoria permite aos escritórios terem acesso a dados estatísticos que ajudam na tomada de decisões. São indicadores como volume de processos ativos, percentual de procedência ou improcedência das ações, que contribuem para um indicador fundamental que é o contingenciamento — a quantificação do risco de perda ou ganho em cada caso, traduzida em lucro ou prejuízo”, esclarece ele.

Melhora da performance

Para a CEO da ÉOS BPO Controladoria Jurídica, Giovanna Soares, a tendência é de que cada vez mais escritórios adotem a terceirização como forma de garantir eficiência, segurança e foco na atividade-fim da advocacia: o conteúdo jurídico.

“O advogado precisa estar focado na estratégia e na argumentação jurídica. A parte administrativa do processo exige outro tipo de especialização, que muitas vezes é negligenciada”, situa ela.

A executiva ainda alerta para que advogados façam uma boa triagem na hora de escolher com quem terceirizar sua controladoria jurídica, pois há alguns profissionais atuando como free lancers, complementando sua renda principal com tal serviço.

“Isso gera um risco grande aos escritórios. É fundamental contar com um time dedicado exclusivamente a essa atividade, o que traz robustez e confiabilidade a todo o processo”, conclui ela.

 

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