Soluções expostas compõem um ecossistema jurídico digital cada vez mais maduro

Portfólios de ferramentas e serviços apresentados na Fenalaw 2026 comprovam que os operadores do Direito contam hoje com uma crescente diversidade de opções avançadas, lastreadas em tecnologias de ponta, cobrindo de ponta a ponta todas as necessidades de escritórios e departamentos jurídicos. A seguir, resumimos as ofertas apresentadas pela Benner, BAS Legal, SprintHub, Forlex, Verifact, Boxware, Machnick&Co., Grupo Preâmbulo, Leme Inteligência Forense, Aleve LegalTech e Thomson Reuters.

Benner apresenta as soluções Jurix AI e Benner Atelier

A Benner lança no evento a Jurix AI, solução que lê a petição inicial, compara as provas apresentadas com os subsídios da empresa e auxilia o advogado na construção da melhor contestação, fundamentada e auditável, a partir dos processos que a própria companhia já ganhou.

A Jurix AI começa a análise assim que o processo chega, sem acionamento manual nem fila. Ela decompõe a petição inicial em alegações e pedidos, analisa as provas apresentadas pela parte contrária e as compara com os subsídios da empresa. Em seis camadas de investigação, identifica em quais processos aquele autor e aquele advogado já litigaram contra a empresa, com quais teses e com que resultado.

Com isso, o advogado recebe uma sugestão de linha de contestação fundamentada, com scores de subsídio, contestação e condenação, estimativa de exposição financeira, recomendação de acordo e lacunas apontadas. O advogado analisa, revisa, ajusta, aprova e assina. Cada cliente opera em ambiente isolado: o acervo de uma empresa não é usado na análise de outra.

No estande C58, a Benner apresenta também o Benner Atelier, orquestrador de agentes de IA que atua dentro da própria plataforma jurídica e interage com dados, tarefas e fluxos, em atividades pontuais ou rotineiras.

O Benner Atelier permite criar agentes de IA por meio de linguagem natural para executar rotinas e atividades dentro do Benner Jurídico. Os agentes interagem com os dados, os documentos e os fluxos de trabalho da plataforma, o que vai além de um fluxo automatizado: cada jurídico pode desenhar agentes para as atividades que fazem sentido na sua operação. O Atelier já vem com agentes prontos para cadastro de processos, pagamentos judiciais, ofícios, leitura de iniciais, acordos e publicações, avaliação de contratos e pareceres.

Os dois produtos buscam marcar, segundo a desenvolvedora, o seu posicionamento como plataforma de inteligência e execução jurídica: uma IA que age, e não só sugere, com o advogado no comando e governança auditada.

Durante o evento, a Benner também promoverá duas apresentações com Santander e Inter, que abordarão experiências relacionadas ao uso de tecnologia em operações do setor financeiro. A programação contará com uma análise sobre aplicações desenvolvidas em organizações que lidam com grandes volumes de informações, processos e exigências de controle. 

BAS Legal apresenta sistema de IA para escritórios de advocacia

A BAS AI apresentará o BAS Legal, sistema operacional inteligente para escritórios de advocacia de pequeno, médio e grande porte, desenhado para integrar áreas da operação jurídica e apoiar a execução de tarefas operacionais.

No dia a dia jurídico, parte do tempo da equipe é dedicada a tarefas operacionais, como preencher cadastros, organizar documentos, alimentar planilhas e acompanhar retornos. O BAS Legal foi desenhado para assumir parte desse trabalho, organizar as informações e preparar as primeiras minutas para revisão do advogado, que mantém a responsabilidade pelo raciocínio jurídico, pelos ajustes e pelas decisões.

“Durante décadas, o advogado precisou dedicar parte do dia a alimentar sistemas e planilhas que não se comunicam. O BAS Legal foi desenhado para inverter essa lógica: assumir o trabalho operacional e apresentar ao escritório as informações necessárias para decidir os próximos passos de cada caso”, situa Guilherme Bastian, CEO da BAS AI.

A proposta é reunir, em um mesmo sistema, contencioso judicial, administrativo e arbitral, pré-contencioso, consultivo, gestão e negociação de acordos, controladoria jurídica, pesquisa e conhecimento, financeiro, RH, comercial, compliance e interação com clientes e correspondentes. Os fluxos dessas áreas foram concebidos para funcionar de forma integrada, com automação e IA.

Quatro princípios orientam o BAS Legal:

  • O escritório define os pontos de decisão. Cada banca pode configurar onde o sistema segue de forma autônoma e onde o trabalho deve aguardar a decisão de uma pessoa. Por padrão, etapas que dependem de decisões críticas passam por um advogado;
  • O sistema conduz, o advogado decide. A plataforma foi desenhada para apresentar a situação, as alternativas e recomendações baseadas em dados, com as informações necessárias para apoiar a análise. A decisão final permanece com o profissional;
  • A operação manual continua disponível. As etapas podem ser realizadas manualmente pelas mesmas telas, permitindo que o escritório continue trabalhando caso uma automação ou serviço de IA fique indisponível;
  • O produto não depende de um único modelo de IA. A arquitetura foi concebida para acompanhar a evolução dos modelos disponíveis, sem vincular a plataforma a um único provedor.

Durante a Fenalaw 2026, a BAS AI fará demonstrações públicas do produto. Após o evento, a empresa iniciará um programa piloto com escritórios interessados, selecionados antes da abertura da plataforma ao mercado. 

SprintHub leva agentes de IA que fazem o primeiro atendimento em escritórios

A SprintHub vai mostrar, no estande F18, como sua plataforma de CRM com Inteligência Artificial pode automatizar o atendimento e organizar a rotina de trabalho em escritórios de advocacia e departamentos jurídicos.

Os visitantes poderão ver em funcionamento agentes de IA que atendem clientes por WhatsApp e telefone, fazem a triagem inicial, agendam consultas e reúnem as informações necessárias para dar andamento ao caso.

Os agentes seguem as orientações definidas por cada escritório: conduzem as primeiras etapas do contato e repassam a um advogado as situações que pedem avaliação profissional. Também acompanham solicitações, atualizam registros e enviam lembretes, o que tira da equipe boa parte do trabalho operacional.

“A tecnologia só gera valor quando se encaixa na rotina de cada negócio. No mercado jurídico, isso significa organizar melhor as demandas, responder mais rápido aos clientes e deixar os profissionais livres para o que exige análise e decisão humana”, observa Marco Giroto, fundador e CEO da SprintHub.

Na quarta-feira, 28 de outubro, às 13h, o executivo sobe ao palco para tratar do uso da IA na recuperação de crédito. Na palestra “Da Cobrança ao Acordo: Como a IA Negocia, Calcula e Acelera a Recuperação de Crédito”, ele vai mostrar como agentes inteligentes podem apoiar negociações, calcular propostas dentro dos critérios definidos pelo credor e levar as tratativas até a formalização do acordo. 

Forlex exibe case de redução de 70% no tempo de pesquisa jurídica

A Forlex, deep tech de IA especializada em Direito, levará à Fenalaw 2026 uma programação que conecta ganhos de produtividade, capacitação profissional e governança no uso da IA. Entre os destaques estão o case de um escritório de advocacia que registrou redução de 70% no tempo de pesquisa de jurisprudência, e a apresentação da Forlex Academy, iniciativa voltada ao letramento em IA para advogados.

A empresa terá estande e três participações na programação do evento. A participação abordará como incorporar a tecnologia ao trabalho jurídico com fontes verificáveis, supervisão humana e critérios de segurança. Os conteúdos contemplam desde a rotina dos escritórios e os desafios de profissionais em início de carreira até a adoção institucional da IA no Judiciário.

A Forlex Academy foi concebida a partir de uma dificuldade identificada pela empresa em eventos e no contato com advogados: compreender as possibilidades das ferramentas de IA e utilizá-las de forma efetiva na rotina profissional. A proposta é oferecer formação sobre o funcionamento da tecnologia, suas aplicações, limitações, riscos e implicações éticas.

A iniciativa prevê lives abertas ao público e conteúdos disponíveis dentro da plataforma da Forlex para usuários, inclusive dos planos gratuitos. A programação deverá reunir demonstrações, vídeos, materiais de apoio e participação de profissionais da empresa e convidados. Embora as atividades utilizem soluções da Forlex nas demonstrações, o objetivo é desenvolver conhecimentos que ajudem os advogados a avaliar e utilizar diferentes ferramentas de IA.

Além dos conteúdos educacionais, a Forlex Academy também funcionará como uma comunidade de troca de experiências e orientação aos usuários, com grupos de interação e atividades presenciais em diferentes estados. A expectativa é disponibilizar um grupo de WhatsApp já durante a Fenalaw, com ampliação das atividades a partir de novembro.

No dia 27, Vinícius Espíndula, co-CEO e Chief Learning Officer (CLO) da Forlex, apresentará o case de um escritório de advocacia que registrou redução de 70% no tempo de pesquisa de jurisprudência com o uso da assistente jurídica da Forlex.

Conectada às bases de dados dos tribunais brasileiros, com fontes verificáveis, a ferramenta permite realizar pesquisas e redigir documentos no mesmo ambiente, integrado às bases internas do escritório. Além da economia de tempo, a utilização da tecnologia reduziu a necessidade de alternar entre diferentes sistemas, minimizou o risco de citar jurisprudência superada e trouxe mais consistência à construção dos argumentos jurídicos.

No dia 28, Daniel Bichuetti, co-CEO e CTO da Forlex, conduzirá a palestra “Legal Work OS: da capacitação à operação – IA generativa como infraestrutura de trabalho no Judiciário”. A apresentação discutirá a transição do uso individual da Inteligência Artificial para sua adoção institucional, com mecanismos de governança, revisão, privacidade, controle de permissões e registro de uso.

O debate abordará como transformar experiências isoladas com a tecnologia em processos que preservem o conhecimento da instituição e possam ser consultados, repetidos e auditados. Nesse modelo, a integração da IA ao trabalho jurídico envolve definir fontes autorizadas, responsabilidades e critérios de revisão dos resultados.

Encerrando a participação da empresa, no dia 29, Vinícius Espíndula apresentará “Rompendo a inexperiência: a IA como suporte para uma atuação mais eficiente”. Voltada a advogados em início de carreira, a palestra abordará como utilizar ferramentas de IA para aprimorar a atuação profissional sem comprometer a ética e a segurança jurídica.

Verifact destaca case com uso de provas digitais contra sites sósias

Como reunir provas digitais para fundamentar medidas jurídicas contra sites sósias, quando seus conteúdos podem ser alterados ou removidos a qualquer momento? A Verifact, empresa de tecnologia especializada na coleta e preservação de provas digitais, e a Fatal Model, plataforma de anúncios de acompanhantes, apresentarão sua experiência sobre o tema em um painel na Fenalaw 2026.

Intitulado “O Case Fatal Model: Estratégias de Brand Safety e Provas Digitais no Maior Marketplace Adulto do Brasil”, o painel acontece no dia 29 de outubro, às 15h, no palco FENATALKS 360º. Regina Acutu, CEO e sócia fundadora da Verifact, participará ao lado de João Victor Miranda Gonçalves, gerente jurídico da Fatal Model.

Mestre em Tecnologia, Regina foi reconhecida no Top 50 Women in Cybersecurity LATAM 2021 e venceu o Programa Mulheres Inovadoras da FINEP em 2023, na região Sul. João Victor é advogado corporativo, especialista em Direito Empresarial pela PUCRS e em Direito e Processo do Trabalho pela FMP.

Voltado a escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, o encontro apresentará a estratégia de proteção de marca adotada pela Fatal Model para enfrentar práticas identificadas pela empresa como pirataria e concorrência desleal. O case mostrará como a tecnologia da Verifact foi incorporada à coleta e à preservação de evidências de sites sósias, com o objetivo de dar agilidade e consistência à documentação utilizada pelo jurídico.

Serão abordados os procedimentos adotados para registrar os conteúdos desses sites e preservar informações sobre sua origem, contexto e integridade, permitindo a verificação posterior das evidências que fundamentam as medidas jurídicas.

“Encontrar um site sósia não encerra o trabalho do jurídico. É preciso documentar o que estava disponível, onde e quando, preservando elementos que permitam verificar esse registro. O case mostra como integrar essa coleta à estratégia de proteção da marca, com agilidade e consistência técnica”, salienta Regina Acutu.

Além do painel, a Verifact terá um estande para apresentar sua tecnologia e conversar com advogados e gestores sobre a coleta e a preservação de evidências digitais em suas rotinas de trabalho.

Boxware expõe soluções Foxit e ClickUp com foco em IA e produtividade jurídica

A Boxware, distribuidora de software para o mercado corporativo, estará com estande próprio e contará com a presença de dois fabricantes de seu portfólio, Foxit e ClickUp, com produtos voltados à produtividade jurídica, à gestão de documentos e à organização de fluxos de trabalho.

A proposta é mostrar como tecnologias já incorporadas ao ambiente corporativo podem apoiar uma operação jurídica cada vez mais pressionada por eficiência, proteção de informações e maior visibilidade sobre demandas e prazos. De um lado, a Foxit atua sobre o ciclo de vida dos documentos e o ClickUp organiza os fluxos de trabalho que se desenvolvem em torno deles conectando tarefas, contratos e indicadores em um único ambiente.

Durante a feira, a Boxware realizará demonstrações individuais das duas plataformas, onde os visitantes poderão conhecer recursos de Inteligência Artificial da Foxit voltados à análise e proteção de documentos, além de funcionalidades para comparação de versões e assinatura eletrônica. Já o ClickUp será apresentado a partir de aplicações voltadas à gestão da rotina jurídica e à centralização das informações de trabalho.

“A transformação digital do setor jurídico passa pela capacidade de lidar melhor com documentos, informações e fluxos de trabalho. Na Fenalaw, queremos mostrar como soluções como Foxit e ClickUp podem apoiar escritórios e departamentos jurídicos na busca por mais produtividade, segurança e organização. Para a Boxware, estar próxima desse mercado também significa entender seus desafios e conectar nossas revendas a oportunidades cada vez mais especializadas”, assinala Marcia Zeller, diretora comercial da Boxware. 

Gestão de escritórios é destaque com Beatriz Machnick à frente da programação PME

Beatriz Machnick, CEO da Machnick&Co., participa da  23ª edição do evento compartilhando seus conhecimentos de mais de uma década trabalhando diretamente com escritórios de advocacia. Ela coordena a programação da sala Pequenas e Médias Empresas (PME), dia 29, às 9h, e também será responsável pela palestra “Precificação de Honorários na Prática: Critérios e Cálculo no Consultivo e no Contencioso”, às 11h.

A participação da executiva parte da atuação da Machnick&Co., com trabalho direcionado a escritórios na organização financeira, na precificação, na controladoria, na estruturação societária e na gestão de pessoas. Beatriz já esteve presencialmente em todos os Estados brasileiros e em mais de 350 cidades, acompanhando diferentes modelos de negócio e desafios de gestão focada no ambiente jurídico.

“Estar novamente na Fenalaw, pela décima primeira vez e, especialmente, pelo terceiro ano à frente da Sala PME, é uma oportunidade de tratar daquilo que vemos diariamente. A precificação precisa conversar com custos, produtividade, equipe, posicionamento e com a capacidade de entregar serviços de excelência”, salienta Beatriz.

Além da consultoria, a sua empresa promove iniciativas de formação e troca entre profissionais, como a Academia MAC (Método de Aceleração do Crescimento), programa voltado à modernização da gestão de escritórios de advocacia. A metodologia trabalha de forma diferenciada com a gestão das emoções, a gestão do tempo e a gestão dos recursos.

“Ao estarmos próximos dos clientes, percebemos que muitas dificuldades que aparecem como problemas financeiros começam, na verdade, na organização, na divisão de responsabilidades, na gestão do tempo ou na forma como os sócios tomam decisões. É por isso que nosso trabalho olha para a empresa como um todo”, detalha.

Grupo Preâmbulo demonstra Inteligência Artificial aplicada à rotina jurídica

O Grupo Preâmbulo participa da Fenalaw 2026 buscando mostrar uma nova etapa da IA no mercado jurídico. Com a tecnologia já presente nas rotinas, o desafio passa da experimentação para a integração aos processos jurídicos. Patrocinador Elite desta edição, o grupo terá como principal destaque a Preâmbulo IA, além de apresentar soluções como Preâmbulo Safe e Cria.AI.

A participação combina conteúdo e demonstrações. Estão previstas quatro participações na programação, sendo duas voltadas à Preâmbulo IA: uma com abordagem conceitual sobre as transformações provocadas pelos agentes de Inteligência Artificial e outra direcionada à aplicação da tecnologia na prática. No espaço da empresa, estações de trabalho permitirão que os visitantes experimentem as ferramentas na prática.

A programação contará ainda com participação de Kazan Costa, CEO do Grupo Preâmbulo, no painel “O Valor da Tecnologia no Mercado Jurídico”, em 27 de outubro, das 15h20 às 15h40, no Auditório 2, ao lado de executivos da VIOS Tecnologia e Thomson Reuters.

Lançada neste ano, a Preâmbulo IA vem integrada ao ambiente de gestão jurídica, podendo acessar informações autorizadas, analisar processos e documentos, apoiar pesquisas, organizar dados e acompanhar atividades dentro de uma mesma operação.

Entre os recursos estão as Rotinas, que permitem configurar atividades recorrentes para que a IA acompanhe movimentações, organize informações, prepare materiais para revisão e gere relatórios. A plataforma também incorpora a ALI, Agentic Legal Intelligence, assistente de voz para consultas e solicitações relacionadas a processos, documentos e prazos.

“Já passamos por uma fase em que o principal interesse era descobrir o que a Inteligência Artificial conseguia produzir. Agora, o desafio é entender como essa tecnologia pode participar efetivamente da rotina, conectada às informações e aos processos que fazem parte do trabalho jurídico”, pondera Kazan Costa, CEO do Grupo Preâmbulo.

A discussão também será levada à Fenalaw por Rafael Curvo, Head de IA da Preâmbulo Tech, que acumula mais de 20 anos de experiência em tecnologia e desenvolvimento de produtos digitais. Para o executivo, o estágio atual exige olhar menos para a ferramenta isoladamente e mais para a estrutura em que ela opera. “O gargalo saiu do modelo e foi para a operação”, resume.

Nesse cenário, a área de demonstração do Grupo Preâmbulo dará espaço ao Preâmbulo Safe, solução desenvolvida para centralizar certificados digitais e credenciais utilizadas por escritórios e departamentos jurídicos. A ferramenta funciona como um cofre digital em nuvem, com criptografia AES-256, regras individuais de acesso e registros de utilização, permitindo identificar responsável, horário e IP de cada ação.

O produto acrescenta uma camada de controle em outro ponto sensível das operações jurídicas: o compartilhamento de certificados e senhas. A proposta é substituir modelos informais de acesso por controles de identidade, segregação de funções e trilhas auditáveis.

Também estará entre as soluções apresentadas a Cria.AI, tecnologia especializada na automação de atividades jurídicas e integrada aos sistemas de gestão do grupo. A plataforma pode atuar desde o cadastro e interpretação de processos até a elaboração de peças, utilizando o contexto da operação para apoiar a estratégia processual.

Leme exibe tecnologia que previne perdas financeiras e apoia a recuperação de ativos

Mais de 6,3 mil empresas brasileiras estavam em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc. Para bancos, credores, escritórios de advocacia e grandes empresas, esse número é um alerta de que identificar riscos apenas quando o processo chega à Justiça pode significar agir tarde demais.

Segundo Rafael Mendes, CRO da Leme Inteligência Forense, esperar o pedido de recuperação judicial para agir significa ignorar uma série de sinais que surgem muito antes de a crise se tornar pública.

“Alterações na estrutura societária, aumento de ações judiciais, mudanças patrimoniais e relações entre empresas podem indicar esse cenário muito antes de o processo chegar ao Judiciário. A informação, por si só, não reduz riscos. O que faz diferença é transformar milhares de registros dispersos em inteligência para orientar decisões e identificar padrões que dificilmente seriam percebidos em análises isoladas”, observa ele.

Esse novo comportamento do mercado tem ampliado o uso de ferramentas capazes de reunir informações societárias, patrimoniais, processuais e financeiras para revelar sinais de deterioração. “Nenhuma base de dados, sozinha, conta a história completa de uma empresa. O valor da tecnologia está justamente em conectar informações que parecem isoladas e revelar relações que ajudam a entender riscos, oportunidades e o contexto de cada operação”, completa Mendes.

Na Leme Inteligência Forense, essa mudança de comportamento já aparece nos números de utilização de sua plataforma. Desde janeiro, o Mapa de Relacionamentos da empresa ultrapassou 436 mil consultas voltadas à análise de vínculos entre pessoas, empresas e grupos econômicos, realizadas por uma base de mais de seis mil usuários ativos, distribuídos em 24 Estados brasileiros. “O módulo permite visualizar conexões entre pessoas, empresas e grupos econômicos, apoiando análises de crédito, investigações corporativas, recuperação de ativos e processos de due diligence”, explica.

A mesma inteligência que ajuda a antecipar riscos também pode fazer diferença quando o problema já chegou à Justiça. Foi esse tipo de abordagem que permitiu a um escritório parceiro da LEME recuperar uma dívida de R$ 702,8 mil apenas 30 dias após o ajuizamento da execução.

A plataforma ajudou a identificar informações relevantes para a negociação, encerrando um caso que envolvia um débito de R$ 695 mil e representou 17,1% da meta anual da carteira do escritório.

“Casos como esse mostram que inteligência de dados não serve apenas para encontrar informações. Ela ajuda a revelar oportunidades que podem mudar completamente o desfecho de uma negociação ou de uma estratégia jurídica. Muitas vezes, uma única conexão identificada no momento certo faz mais diferença do que semanas de pesquisa manual.”

Na Fenalaw, a Leme apresentará seu ecossistema de inteligência corporativa, com destaque para o Sonar. A plataforma reúne informações societárias, patrimoniais, financeiras, cadastrais e processuais em um único ambiente, permitindo consultar até 10 mil processos judiciais vinculados a uma pessoa, empresa ou advogado em tribunais de todo o país. Também estará no evento o Monitor de Falências e Recuperações Judiciais, que acompanha diariamente novos processos ajuizados em tribunais de todo o país.

Aleve Summit terá programação gratuita e premiação para startups

A Aleve LegalTech Ventures, venture builder de legaltechs, leva o 1º Aleve Summit à Fenalaw 2026. No dia 28 de outubro, das 8h30 às 20h, o evento reúne advogados, empreendedores, investidores e executivos para uma programação gratuita de debates, paineis, apresentações de startups e networking, no Mezanino, Sala 12. Um dos destaques será a competição entre três legaltechs, com prêmio de R$ 10 mil para a vencedora e convite para integrar o portfólio da Aleve.

A iniciativa é realizada pela Aleve em parceria com a Neo Ventures, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Minas Gerais (OAB-MG), e da OAB Osasco, Subseção São Paulo. O encontro propõe aproximar advogados, escritórios e departamentos jurídicos de ferramentas e métodos para identificar oportunidades de inovação e aplicá-las à rotina profissional.

“A Fenalaw reúne especialistas e empresas que estão pensando os próximos passos do mercado jurídico. Levar o Aleve Summit para esse ambiente é uma oportunidade de ampliar a discussão sobre inovação na prática e aproximar a tecnologia dos desafios cotidianos da advocacia”, comenta Priscila Spadinger, CEO da Aleve LegalTech Ventures, que tem em seu portfólio 13 legaltechs avaliadas em cerca de R$ 300 milhões.

Thomson Reuters apresentará duas novas capacidades da solução Legal One

Nos escritórios de advocacia, o maior risco está nas transições entre etapas, não nas tarefas. Com os dois novos recursos do Legal One, a expectativa da Thomson Reuters é reduzir em mais de 50% o tempo entre a publicação e o protocolo, além de diminuir em mais de 30% os erros de protocolo e o retrabalho.

As novas capacidades são:

  • Peticionamento inteligente:conecta o recebimento da publicação ao protocolo da peça em um único fluxo, reduzindo etapas manuais, riscos de erro e perda de prazos;
  • Distribuição inteligente:automatiza o direcionamento das publicações para as áreas e equipes responsáveis, equilibrando a carga de trabalho e trazendo mais eficiência e previsibilidade para a operação.

O Legal One reúne 29,6 milhões de processos cadastrados e mais de 30 mil usuários.

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