Renata Castello Branco Mariz de Oliveira, Presidente, e Antonio Carlos Freitas, Diretor de Produtos, Servicos e Tecnologia da AASP
Dirigentes destacaram papel da Associação dos Advogados na transformação digital e no uso ético da tecnologia no Direito
Qual o papel da Inteligência Artificial na advocacia? Como equilibrar inovação e segurança jurídica? Quais os limites éticos e legais das provas digitais? Essas foram algumas das perguntas centrais que marcaram a edição de 2025 da Fenalaw, maior evento Jurídico da América Latina, e que contaram com contribuições Associação dos Advogados (AASP), representada por sua Presidente, Renata Castello Branco Mariz de Oliveira, e pelo Diretor de Produtos, Servicos e Tecnologia, Antonio Carlos Freitas.
Renata Mariz destacou a missão de facilitar a vida da advocacia desde os tempos das intimações físicas até a atual era digital. “A AASP começou 82 anos atrás com publicações, intimações. Hoje, com a Inteligência Artificial, conseguimos recomendar cursos, doutrinas e jurisprudência a partir das intimações. Isso é inovação a serviço da advocacia e da sociedade”, afirmou.
Segundo a Presidente, a tecnologia deve ser uma aliada, sem jamais substituir o fator humano: “Nada vai substituir a humanidade. A tecnologia vai ajudar, e queremos isso. A AASP acredita que esta é uma oportunidade para inovar, para melhorar. Somos a voz de quem não tem voz”.
Em sua participação no Fenatalks, o Diretor Antonio Carlos Freitas levou ao debate uma perspectiva técnico-jurídica essencial, abordando os desafios da admissibilidade da prova digital no Judiciário. “Temos que garantir a autenticidade, a integridade e a preservação da cadeia de custódia das provas eletrônicas. Sem isso, corremos o risco de invalidar elementos essenciais em processos judiciais”, alertou.
Ele citou precedentes do STJ e de Tribunais Estaduais que reforçam a necessidade de cuidados extremos com dados obtidos por meios como o WhatsApp Web e outros aplicativos de mensagens. “Esses aplicativos podem trazer mais problemas do que soluções se não soubermos coletar e preservar os dados corretamente”, completou.
Freitas também lembrou a relevância do arcabouço legal brasileiro que rege o uso de tecnologia no Direito, como o Marco Civil da Internet, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Lei do Processo Eletrônico e a Medida Provisória nº 2.200-2/2001, que trata da validade Jurídica da assinatura eletrônica.
Ferramenta AASP Verifica
Ainda em sua palestra, Antonio citou o AASP Verifica, uma ferramenta que facilita a coleta de provas digitais com segurança, integridade e autenticidade. A novidade chega para apoiar profissionais do Direito que precisam registrar conteúdod online — como mensagens, páginas da web e redes sociais — de forma confiável e com respaldo técnico.
O AASP Verifica está disponível nas versões para computador (Web) e smartphone (aplicativo). A versão web é ideal para capturar sites, documentos digitais e redes sociais diretamente do computador.
Com essa nova ferramenta, a AASP busca oferecer uma solução prática e segura para quem precisa reunir provas digitais com confiança. O AASP Verifica é mais um passo na modernização da atuação jurídica, trazendo tranquilidade para profissionais que lidam com evidências em ambientes digitais.
A participação da AASP na Fenalaw 2025, segundo a entidade, reforça seu papel como guardiã da modernização responsável do Direito, sem renunciar à essência que move a advocacia: a defesa dos direitos, da justiça e da dignidade humana.
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