Inteligência Artificial revoluciona a prática do Direito, beneficiando advogados e clientes

Isabella B. M. Gonçalves Giublin, sócia do escritório Assis Gonçalves, Nied e Follador Advogados   (crédito da foto: Bebel Ritzmann)

Porém, a IA não deve substituir o papel do advogado, mas sim potencializar sua atuação, seja na otimização de tempo para exercer tarefas burocráticas, seja para fornecer suporte na condução da tomada de decisões. A tecnologia pode trazer eficiência e inovação, mas é imprescindível que o seu uso seja aliado a um julgamento humano criterioso.

A Inteligência Artificial (IA) tem transformado diversos setores da economia, e o campo jurídico não fica de fora dessa revolução tecnológica. A adoção de ferramentas baseadas em IA vem modernizando a advocacia, tornando-a mais eficiente, precisa e acessível tanto para advogados quanto para clientes.

Com a capacidade de processar grandes volumes de dados, identificar padrões e fornecer insights estratégicos, a IA está ajudando escritórios de advocacia e departamentos jurídicos a aprimorarem a qualidade de seus serviços. Além disso, a tecnologia tem o potencial de democratizar o acesso à Justiça, tornando as informações jurídicas mais compreensíveis e acessíveis ao público em geral.

A sócia do escritório Assis Gonçalves, Nied e Follador Advogados, Isabella B. M. Gonçalves Giublin, destaca que, nos últimos anos, o uso da IA na advocacia ganhou destaque com a implementação de softwares capazes de processar e analisar grandes volumes de informações jurídicas.

“Ferramentas de automação de tarefas repetitivas, como revisão de contratos e pesquisa jurisprudencial, já são amplamente utilizadas, permitindo que advogados concentrem seus esforços em atividades estratégicas e analíticas, o que é essencial para uma advocacia estratégica e de alto nível”, observa a advogada.

“A Inteligência Artificial está remodelando a forma como lidamos com o Direito. Já não se trata de tendência, mas sim de uma necessidade. De todo modo, apesar de trazer avanços e maior efetividade no serviço jurídico, a utilização da IA deve ser realizada com cautela, de forma responsável”, complementa.

A Inteligência Artificial proporciona inúmeros benefícios ao setor jurídico, trazendo mais eficiência e ajudando a melhorar a qualidade dos serviços prestados. Além disso, a análise preditiva baseada em dados históricos pode indicar tendências e aumentar as chances de sucesso em casos jurídicos, tornando as decisões mais fundamentadas e precisas.

“Outra vantagem importante é o aprimoramento no atendimento ao cliente, já que com assistentes virtuais, ou até mesmo a possibilidade de gravar reuniões e transcrevê-las simultaneamente, conseguimos oferecer respostas mais ágeis e personalizadas, garantindo um serviço mais eficiente e acessível”, situa Isabella.

Ética e segurança da informação

A IA, reforça a advogada, representa um avanço significativo para a o Direito, permitindo uma análise mais profunda e rápida dos processos. No entanto, ressalva ela, é importante que os profissionais saibam utilizar essas ferramentas com responsabilidade, garantindo que a ética e a segurança da informação sejam sempre preservadas.

“A IA não deve substituir o papel do advogado, mas sim potencializar sua atuação, seja na otimização de tempo para exercer tarefas burocráticas, seja para fornecer suporte na condução da tomada de decisões. A tecnologia pode trazer eficiência e inovação, mas é imprescindível que o seu uso seja aliado a um julgamento humano criterioso, sendo vista como um instrumento que complementa a prática jurídica, jamais como um substituto da análise e do raciocínio jurídicos”, enfatiza.

Além disso, Isabella assinala que a proteção de dados deve ser uma prioridade para os escritórios que adotam soluções baseadas em IA. “O sigilo profissional e a confidencialidade das informações são primordiais ao se decidir utilizar a IA como ferramenta. Lembrando que essa adaptação às novas rotinas de trabalho deve ser feita sempre de forma ética e responsável, mediante fortes políticas de governança”, preconiza ela.

Por fim, para potencializar o uso da IA no ambiente jurídico, a profissional faz as seguintes recomendações:

o Proteção de dados – Implementar medidas de segurança digital para assegurar a confidencialidade das informações dos clientes é essencial;

o Governança – Estabelecer quem pode usar, como usar, quais dados podem ser inseridos, controlar a utilização da base de dados interna do escritório, fazer recomendações a estagiários, entre outros pontos;

o Capacitação contínua – Os profissionais do Direito devem estar sempre atualizados sobre as inovações tecnológicas e suas aplicações no setor;

o Adoção de softwares especializados – Ferramentas que não só automatizam tarefas mas que ofereçam análises preditivas podem ser um diferencial competitivo no mercado jurídico.




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