Como a Inteligência Artificial está redesenhando os escritórios jurídicos

A popularização da IA Generativa ajudou a quebrar barreiras de entrada e educar o mercado sobre os benefícios de utilizá-la, especialmente quando adaptada a contextos técnicos e repletos de regulamentações como o jurídico

Rafael Bagolin (*)

O uso de tecnologia no meio jurídico é uma realidade consolidada que vem ganhando cada vez mais força. Com a chegada de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, os profissionais do Direito estão colhendo os frutos da automação aplicada às suas rotinas de longas jornadas, muitos clientes e falta de tempo.

Em lawtechs como a Jusfy, é possível perceber nitidamente essa curva ascendente. Focada em desenvolver ferramentas que facilitem o dia a dia de advogados, desde o lançamento da JusGPT, em outubro de 2024, a transformação tem sido expressiva. Nos últimos seis meses, a ferramenta registrou um crescimento de mais de 2.000% em interações, algo que não apenas comprova a curiosidade dos advogados em relação à IA, mas também evidencia sua rápida adoção no cotidiano profissional.

Esse sucesso reflete uma mudança importante no comportamento e na preferência do público jurídico, que historicamente foi mais conservador na adoção de novas tecnologias. O que antes era receio, hoje é confiança. Diversos advogados ao redor do país passaram a integrar soluções tecnológicas em suas rotinas de forma natural, enxergando nesses recursos um apoio estratégico e não uma substituição.

Atualmente, a JusGPT já desponta como uma das funcionalidades mais acessadas da plataforma, especialmente entre advogados que buscam ganhar tempo e eficiência na produção de conteúdo jurídico. Os principais usos envolvem a elaboração de petições, passando por revisões de documentos e otimização de tarefas repetitivas que, até pouco tempo atrás, consumiam horas preciosas do dia.

A popularização da IA Generativa ajudou a quebrar barreiras de entrada e educar o mercado sobre os benefícios de utilizá-la, especialmente quando adaptada a contextos técnicos e repletos de regulamentações como o jurídico.

Com isso, ferramentas como essa passaram a ser vistas não só como aliadas, mas como necessárias para manter a competitividade e a produtividade em um setor que lida com prazos, volumes e pressão constante por resultados.

Se antes o futuro da advocacia parecia digital, agora ele é claramente inteligente e assistido pela tecnologia, com ferramentas moldadas sob medida para as reais necessidades dos profissionais do Direito.

(*) Advogado e CEO da Jusfy

 

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