Cisco propõe padrão de confiabilidade de empresas na transformação digital

Marcia Muniz, diretora jurídica da Cisco do Brasil

O Novo Padrão de Confiança oferece uma referência da indústria para as organizações desenvolverem relacionamentos digitais seguros com seus clientes, baseados na privacidade dos dados e na transparência

A Cisco publicou seu Novo Padrão de Confiança (New Trust Standard), uma referência para avaliar a confiabilidade de uma organização à medida que a transformação digital é adotada. Essa nova estrutura aumenta o nível de confiança dos clientes conforme o trabalho se torna híbrido, mais dados são coletados on-line e as ameaças cibernéticas aumentam. Com dados de apoio da Pesquisa de Privacidade do Consumidor Cisco de 2021 (Cisco 2021 Consumer Privacy Survey), o Novo Padrão de Confiança estabelece os seguintes elementos essenciais para que as organizações ganhem, mantenham e aumentem a confiança do cliente: 

o Arquitetura Zero-Trust – Manter os invasores afastados, contestando suposições e verificando todas as conexões, de todos os dispositivos, sempre;

o Cadeia de fornecimento confiável – Estar ciente de cada componente, como ele é fabricado e onde esteve – enquanto trabalha em estreita colaboração com os fornecedores para reduzir o risco;

o Direitos sobre os dados – Estar um passo à frente da evolução das expectativas do cliente e das regulamentações governamentais;

o Transparência – Ser claro sobre quais dados são coletados e como são usados; ser honesto sobre incidentes e problemas conforme eles acontecem; e divulgar o que está sendo feito para corrigir;

o Certificações e conformidade regulatória – Demonstrar compromisso com os clientes ao obter certificações confiáveis concedidas por auditores independentes terceirizados.

“A confiança é mais do que um sentimento”, assinala Anthony Grieco, diretor de Segurança da Informação da Cisco. “As empresas digitais precisam ter a capacidade de verificar a confiança e a resiliência de suas soluções, operações e ações. Essa estrutura nos ajuda a entender os pilares fundamentais em um processo que torna a confiança quantificável”, completa.

No contexto da economia digital de hoje, esses elementos são essenciais para aumentar a confiança do consumidor. De acordo com a Pesquisa de Privacidade do Consumidor Cisco de 2021, que contou com 2.600 entrevistados em 12 países (incluindo o Brasil), os consumidores têm um desejo claro por transparência e controle em relação às práticas de dados de uma empresa.

Outros destaques da pesquisa incluem:

o “Ativos de privacidade” – Quase um terço dos consumidores assumiu um papel mais ativo na proteção de sua privacidade, incluindo deixar as organizações por causa de suas práticas ou políticas de dados;

o Regulamentações de privacidade – As leis são consideradas muito positivas em todo o mundo, embora a conscientização permaneça relativamente baixa em muitos países. No Brasil, 63% dos pesquisados avaliam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como positiva. No entanto, somente 37% têm conhecimento sobre a LGPD no país;  

o Proteções durante a pandemia – A maioria das pessoas deseja pouca ou nenhuma redução nas proteções de privacidade, ao mesmo tempo em que apoia amplas medidas de saúde pública;

o Inteligência Artificial – Os consumidores estão muito preocupados com o uso de seus dados pessoais na tomada de decisões de IA, e sua confiança está em jogo. Entre os entrevistados no Brasil, 45% indicaram uma perda de confiança dos casos de uso de IA.

“A privacidade é a base da confiança. Transparência, clareza e controle são essenciais para construir e manter a confiança do consumidor”, destaca Marcia Muniz, diretora jurídica da Cisco do Brasil.

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