Paulo Secco, CEO, e Ana Flávia Parra, Head of Governance da Mignow
Abordagem une Inteligência Artificial, Automação, Big Data e práticas ESG, reconfigurado processos internos, aumentando a eficiência operacional, reduzindo custos e fortalecendo a reputação corporativa
A governança corporativa desempenha um papel central na construção de transparência, responsabilidade e integridade em organizações globais. Agora, com o avanço tecnológico, surge a Governança 4.0, um conceito inovador que integra Inteligência Artificial, Automação e práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG) para transformar a forma como as empresas operam e se posicionam no mercado.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, 67% das companhias de capital aberto estão aderentes às práticas recomendadas pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa e a porcentagem de adesão é 1,7% maior em relação ao ano passado.
Essa abordagem moderna tem reconfigurado processos internos, aumentando a eficiência operacional, reduzindo custos e fortalecendo a reputação corporativa. “A governança tornou-se uma ferramenta dinâmica, capaz de responder rapidamente às mudanças do mercado e alinhar-se às expectativas internas e externas”, destaca Paulo Secco, CEO da Mignow, empresa especializada em automação de migração SAP com Inteligência Artificial.
Tecnologia e sustentabilidade na prática
A Governança 4.0 não apenas otimiza operações, mas também promove um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. “Ao promover práticas sustentáveis e comunicar resultados de forma clara e transparente, as empresas constroem relações de longo prazo e uma reputação sólida no mercado”, afirma Ana Flávia Parra, Head of Governance da Mignow.
Com o uso de Big Data e Inteligência Artificial, é possível monitorar e aprimorar práticas ESG, identificando áreas críticas como emissões de carbono e consumo de recursos.
A Mignow, por exemplo, utiliza tecnologia de ponta para auxiliar as organizações na transição de sistemas legados para o SAP S/4HANA, reduzindo significativamente, segundo a empresa, o consumo de tempo e recursos em projetos de migração.
Um case ocorrido no Carrefour, por exemplo, foi executado em três meses e meio, possibilitando uma redução de 45% no consumo de energia e de 40% nos custos operacionais.
Preparando-se para o futuro da governança
Tendências como automação avançada, análise preditiva e sistemas integrados estão moldando a Governança 4.0 para 2025. A Mignow, alinhada a essas demandas, investe em frameworks escaláveis e no uso de Quality Gates, buscando garantir conformidade regulatória e agilidade nas operações.
“Nosso papel é tornar os processos mais eficientes, confiáveis e sustentáveis, promovendo uma governança que atenda às demandas do presente e antecipe os desafios do futuro”, ressalta Paulo Secco.
Apesar das vantagens, a transição para a Governança 4.0 exige superar desafios como custos iniciais, resistência cultural e adequação regulatória. No entanto, com planejamento estratégico e capacitação de equipes, essas barreiras podem ser contornadas. Empresas que adotam essa abordagem criam valor sustentável, otimizam operações e fortalecem sua marca no mercado.